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1. Investigadores e Textos

A Conferência internacional Songs of Social Protest foi organizada pelo grupo de investigação “Popular Music and Popular Culture” da Universidade de Limerick, Irlanda, juntamente com o grupo de discussão “Power, Discourse and Society” da International Association for the Study of Popular Music (IASPM) e decorreu entre os dias 29 de Abril e 1 de Maio de 2015 na Universidade de Limerick. O objetivo principal anunciado foi a discussão de canções de protesto social a partir de perspetivas globais, numa abordagem que, refere o programa, teve em conta os contextos radicais da música como foco central de análise de processos de empoderamento e de falta de poder na sociedade neoliberal atual. A premissa desta Conferência partiu da ideia de que a cultura popular e a música em particular, podem reproduzir ou contestar o status quo político e cultural das sociedades contemporâneas por todo o globo. Com um carácter assumidamente interdisciplinar, foram apresentadas cerca de c.70 comunicações que abordaram vários contextos históricos e geográficos e focaram diversas temáticas relacionadas com questões de género musical associadas ao protesto social, desde questões de definição e tipologia; potencialidade e eficácia da música; performance; mediação e indústrias musicais; movimentos e impactos sociais e políticos; entre outros. Contou com a participação especial de Jonathan Friedman e Melissa Hidalgo como oradores principais e uma oficina de escrita de canções de protesto por Mike Wilson.

Hugo Castro


A Conferência Internacional Canção de Protesto e Mudança Social – ICPSong’16, no plano de atividades do Observatório da Canção de Protesto (OCP), foi organizada pelo Instituto de Etnomusicologia (INET-md/FCSH/NOVA) com as instituições do OCP: Instituto de História Contemporânea (IHC/FCSH/NOVA), Câmara Municipal de Grândola, Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense (SMFOG), Associação José Afonso (AJA) entre 15 e 17 de Junho de 2016 na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/NOVA em Lisboa, Portugal. Os três tópicos anunciados – resistência, revolução e consciência social – foram apresentados por convidados principais em abordagens teóricas e performativas à problemática da música enquanto veículo de ideologias, referindo contextos contemporâneos: David McDonald (Indiana University, Bloomington, USA) sobre o papel da música na resistência palestiniana; Michael Frishkopf (University of Alberta, Canada) acerca da música nas novas revoluções árabes; e Noriko Manabe (Temple University, USA) sobre canções e movimento antinuclear no Japão. A componente performativa fez-nos trabalhar prática coral e de construção de redes de ação musical, respetivamente com Vítor Lima (Academia de Música e Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, Portugal) a partir de Canções Heróicas de Lopes Graça e Mário Correia (Centro de Música Tradicional Sons da Terra, Sendim, Portugal) a partir de sociabilização em contexto transfronteiriço no nordeste transmontano. Os c.60 investigadores de 16 países diversificaram a participação em apresentações individuais, painéis temáticos, workshops performativos, mesas redondas com convidados especiais (intervenientes na cena musical portuguesa), e momentos públicos de entrada livre, com passeios por locais associados à revolução de 1974 em Lisboa e em Grândola, concertos na FCSH e nas ruínas do Convento do Carmo em Lisboa e confraternização musical em Grândola. A exposição Discos na Luta, com c.200 originais de capas de discos da paisagem sonora portuguesa da revolução de 1974 incluindo uma cabine acústica de recolha de memória viva, constituiu um ponto alto desta conferência.

Sofia Vieira Lopes


Apresentação Introdução Prólogo 1 2 3 4 5 6 7 Notas Biográficas